sábado, 18 de outubro de 2008

YAMAHA:otogribel.blogspot.com

O caminho por onde vou / não é o caminho por onde volto / mesmo que o caminho seja o mesmo / pois nem meu ego é o mesmo / de alguns milésimos de segundos antes / ( sou a Ferrari em volta de classificação / tendo por piloto / toda a habilidade da natureza / que ensinou um pouco a Fernando Alonso / a ser mais rápido que seus bólidos / como sói aos grandes pilotos / em quatro ou duas rodas de Valentino Rossi / na sua Yamaha / mas muito mais rápida com ele pilotando / ensinando o vôo às virações) /
Vou sóbrio e taciturno pela rua / volto feliz depois da língua / provar um anjo na vodca / um anjo que entra na corrente sanguínea / e muda a trilha sombria / numa trilha amena e leda / na madrugada em versos de Camões /
Quando vou são outros os olhares / que troco ou vendo ao destino / Ao retornar são outras as pessoas / os passos e os prédio são outros / as inflorescências e as sebes / se as há palmilhando em odores na brisa / também são diversas / não estão mais lá / tal qual a cinco minutos /
Ainda que eu vá e volte / "entrando por um pé de pinto / e saindo por um pé de pato " / o velho caminho de há cinco minutos / não mais existe como antes / porquanto o rio de vodka / já mudou em vodka e água / e um arcanjo entrou em mim / misturando sangue de homem e anjo /
O caminho que cruzei na ida / não cruzarei na volta / ainda que seja o mesmo caminho / e eu beba vodca ou água / ou beba a sede de amor / que sustenta o vampiro / ou nada beba /
Vou e volto sozinho / pelo caminho palmilhado / Vou e volto só / com minha sombra por companhia /
Contudo se eu achar o anjo na vodka / volto na companhia de Jesus / igual a todos os que bebem / no passo torto de quem está no céu /

A FERRARI:ottogribel.blogspot.com

O caminho por onde vou / não é o caminho por onde volto / mesmo que o caminho seja o mesmo / pois nem meu ego é o mesmo / de alguns milésimos de segundos antes / ( sou a Ferrari em volta de classificação / tendo por piloto / toda a habilidade da natureza / que ensinou um pouco a Fernando Alonso / a ser mais rápido que seus bólidos / como sói aos grandes pilotos / em quatro ou duas rodas de Valentino Rossi / na sua Yamaha / mas muito mais rápida com ele pilotando / ensinando o vôo às virações) /
Vou sóbrio e taciturno pela rua / volto feliz depois da língua / provar um anjo na vodca / um anjo que entra na corrente sanguínea / e muda a trilha sombria / numa trilha amena e leda / na madrugada em versos de Camões /
Quando vou são outros os olhares / que troco ou vendo ao destino / Ao retornar são outras as pessoas / os passos e os prédio são outros / as inflorescências e as sebes / se as há palmilhando em odores na brisa / também são diversas / não estão mais lá / tal qual a cinco minutos /
Ainda que eu vá e volte / "entrando por um pé de pinto / e saindo por um pé de pato " / o velho caminho de há cinco minutos / não mais existe como antes / porquanto o rio de vodka / já mudou em vodka e água / e um arcanjo entrou em mim / misturando sangue de homem e anjo /
O caminho que cruzei na ida / não cruzarei na volta / ainda que seja o mesmo caminho / e eu beba vodca ou água / ou beba a sede de amor / que sustenta o vampiro / ou nada beba /
Vou e volto sozinho / pelo caminho palmilhado / Vou e volto só / com minha sombra por companhia /
Contudo se eu achar o anjo na vodka / volto na companhia de Jesus / igual a todos os que bebem / no passo torto de quem está no céu /

PICASSO:ottogribel.blogspot.com

O povo exprime em sua sabedoria que "a beleza está nos olhos de quem vê"; basta olhar para uma obra de Pablo Picasso, Modigliani ou Chagall para se constatar o ditado.
Modigliani pintou a beleza feminino, o eterno feminino; ele pinta suas mulheres amadas, principalmente sua amada esposa, que por amor dele se suicidou, ao saber que Modigliani estava morto por coma alcoólica ou de drogas ( ou ambas, não importa ).
Todas as mulheres retratadas por Modigliani, em sua poesia pictórica, estão de olhos fechados para o amor, voltadas para dentro de si na paixão, que as faz olvidarem o mundo ao redor. olhando e se entregando á paixão que as consome : paixão de mulher, de filha, de mãe, avó : todas as paixões das três idades pintadas numa idade em que a mulher floresce no campo e na rua e em casa e em toda parte reina pela beleza e doçura infinita.
Picasso, ao contrário, como disse alguém, quando pintava uma mulher "pintava" com ela, pois retratava as mulheres mais belas como se fossem feias, até horríveis, com caras tortas ou várias faces, nariz hediondo, enfim, bruxas concebidas em pecado.
Todavia, a obra artística de Picasso é mais rica, mais preciosa e versátil que a do italiano Modigliani. Picasso pintou a beleza, não a beleza da mulher, mas a concepção da beleza que ele concebeu. Picasso criou um novo conceito de beleza e sua obra é das mais belas e inventivas e originais. Ele mudou o conceito de arte para sempre.
Ao olhar uma obra de Picasso, o leigo provavelmente vai se deparar com mulheres feias e quadros que ele imagina poder pintar até melhores. Só verá o que seus olhos podem ver, onde a vista, a visão alcança, pois assim é o ser humano. Contudo, quem conhece e ama a pintura e a arte em geral, saberá que em todas as obras de Picasso a beleza está mais presente que em qualquer obra-prima; que Picasso parece só ter rival em Da Vinci.
É o mesmo que ocorre com a mãe da fábula da coruja e seus filhotes e da nossa mãe : ela vê a beleza no filho ou na filha mais feia, porque conhece o caminho dos olhos para ler pela luz do amor onde está essa beleza oculta, não desvelada aos olhos dos outros.
A beleza, de fato, não está no mundo, mas nos olhos e na mente de quem a vê.