sexta-feira, 14 de março de 2014

PARADOXO.PARADOXO ZENO - glosssario verbete etimo


Meus pensamentos,
que são os pensares e pesares do ser humano
ilhado em um indivíduo,
um Robinson Crusoé qualquer,
- esses pesares em elegia
e pensares em filosofia,
que vão à distância que vão os ventos vãos
e mesmo chegam até onde aporta
a nau que os leva leves,
grafados em luz,
fotogênicos que são,
- deixarei, deitarei em signos,
pois são atos mudos,
surdos-mudos,
realizados por mim através da escrita,
os quais te o teor de discursos
para capitães de longo curso,
de corveta e nau capitânea,
ou corsários e piratas incursos
na liberdade que livra e enlouquece
até vir a policia de branco e cáqui ou preto
jogar o vetusto xadrez do inconsciente demente.
Tais signos deixarei aos leitores e musas
encarregados do levante
da mente do que tombou na tumba,
quais se levantam cascavéis ziguezagueantes
nas areias do deserto mudo,
mudando duna a duna,
o que coaduna com o que dura
grafado, geoglifado, petroglifado ou hieroglifado
sobre objetos insólitos
e não sólidos,
os quais realizam travessia
pelo universo natural  da química,
pois signos são mudos,
tartamudos, surdo-mudos,
que, entretanto, podem suscitar
os significados e símbolos nas vozes
das musas, dos homens ou dos instrumentos musicais
que os erguem do limbo
ao solo do oboé ou violino,
em solo de solista humano,
quer seja soprano, tenor, barítono
a chorar em bom tom
com olhos postos
no orvalho da madrugada
que cai em solo
e cuja  cantilena é madrigal para besouro,
rumorejar de riacho que ri
para coleóptero oculto em madressilva,
todo iluminado,
buda que é
- no vaga-lume e pirilampo
em campo ancho
- no angico
que abre outro campo,
extra-campo verde,
com violonista enamorado,
ébrio da bebida da madrugada
iluminado por livros medievais (iluminuras)
e pirlilampos-budas em nirvana.

Meus cantos e discursos
terão "voz" e vez também
no silêncio dos olhos e da mente
de quem os lê,
pois empós as auroras
dos meus 96 anos de vida
a fala  deles será  falha mnemônica
que será apagada da memória,
bem como todo o resto
que ficar pela terra
- e que é terra
também em terracota,
que artefato somos
nas mãos e mente da cultura,
porém não no mutismo dos signos,
que não levantarão minha voz,
mas máxime meu pensamento
no DNA dos signos
que continuará ritmando
e cuspindo de si, sem boca,
sem nota musical ouvida,
símbolos que são  serpentes
se o ser da víbora
que ziguezageia na areia tórrida do Saara
que ara um camelo e um dromedário,
num oásis. Oh! Oásis!
que sabe o que é um oásis?!:
o beduíno, o camelo e  o dromedário...
- Até que a língua da água
fale e cante
e desmanche os sulcos do código em areia
desenhados no poema à Virgem por Padre Anchieta composto
e proceda à erosão da língua!,
a final...
- antes que a cal
caia do caos
e a nau
nade nua
até a praia
e deixe ao náufrago
a morte do homem,
que prenuncia o fim do tempo,
o qual destrói o espaço
tal qual uma fissão nuclear
de longa e longânima cadeia,
que medeia a Medeia,
infeliz Medeia!

O canto em signos
não serei eu
nem minh'alma de gato,
todavia sim uma cerimônia do adeus
presidida pelos bardos
cobertos de  cardos, nardos, dardos, fardos...
quando o pensamento atravessar a pedra
em aporia à flecha de Zeno de Eléia.
Paradoxo. Paradoxo de Zeno,

aceite por todos os antigos,
excepto pelos Eleatas.
Ficheiro:Equipement.archer.png
dicionário dicionario onomástico onomastico filosófico filosofico científico cientifico enciclopédico enciclopedico etimológico etimologico etimologia etimo wikcioná´rio wikcionario wikdicionário wikdicionario verbete glossário glossario terminologia científica cientifica nomenclatura binomial terminologia nomenclatura taxononia raxinomia vida obra biografia pinacoteca historiografia lexic léxico lexicografia    taxonomia  " ' @ # $ % ¨& * ( ) _ + =_-         

terça-feira, 4 de março de 2014

LIMBO, LIMBO! - wikcionario wikdicionario etimo


Deixarei em signos,
os atos mudos,
realizados por mim através da escrita,
os quais são discursos
( para capitães de longo curso,
de corveta e nau capitaneada)
que leitores e musas
levantarão  da tumba,
quais cascavéis ziguezagueantes
nas areias do deserto mudo,
mudando duna a duna,
grafados, geoglifados, petroglifados ou hieroglifados
sobre objetos insólitos
e não sólidos,
que não realizam travessia
pelo universo natural  da química,
pois signos são mudos,
não falam, não cantam, nem tartamudeiam;
entretanto, podem suscitar
os significados e símbolos nas vozes
das musas, dos homens ou dos instrumentos musicais
que os erguerão do limbo(limbo!)
ao solo de oboé ou violino,
em solo de solista humano,
quer seja soprano, tenor, barítono
a chorar em tom
com olhos postos
no orvalho da madrugada
em madrigal para besouro,
coleóptero  na madressilva,
todo iluminado
buda que é
no vaga-lume e pirilampo
em campo ancho de angico.

Meus cantos e discursos
terão "voz" também
no silêncio dos olhos e da mente
de quem os lê,
pois após as auroras
dos 96 anos de vida
a fala será apagada da memória,
bem como todo o resto
que ficar pela terra
- e que é terra
na terracota,
mas não no mutismo dos signos,
que não levantarão minha voz,
porém meu pensamento
no DNA dos signos e símbolos...
- Até que a língua da água
desmanche os sulcos do código em areia
e a proceda à erosão da língua!
a final.
dicionário dicionario onomástico onomastico filosófico filosofico científico cientifico enciclopédico enciclopedico etimológico etimologico etimologia etimo wikcioná´rio wikcionario wikdicionário wikdicionario verbete glossário glossario terminologia científica cientifica nomenclatura binomial terminologia nomenclatura taxononia raxinomia vida obra biografia pinacoteca historiografia lexic léxico lexicografia    taxonomia  " ' @ # $ % ¨& * ( ) _ + =_-        

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

DALTÔNICAS(DALTÔNICAS!) - verbete glossario etimo



Por que  mulher precisa tanto de um par?
A mulher pode estar em solidão
mas não em solitude;
comunitária, necessita outorga uxória,
não somente do  marido,
porém também do sacerdote,
pois ela é proibida
de exercer a função sacerdotal
na religião cristã,
conquanto tenha sido pitonisa, sibila..., na Hélade;
feiticeira, medium, bruxa
em outros cultos e plagas.
Por isso, a mulher sempre procura um homem
que lhe atende no papel social de médico,
padre, marido, amigo...

A mulher marca o homem com o signo da besta
ao levá-lo ao altar.
Eleva-se e relega-o a um títere.
Cria a escravidão para o homem
através do sexo, cavilosa,
e das consequências dos atos sexuais
em cada filho ou filha legítimo,
não bastando os bastardos, bastantes.

Quem vai acompanhado
vai com a solidão pela metade
ou acrescida da solidão de outrem
( isso o casamento: casamata);
adiciona à sua solidão à solidão que é a companhia de outrem,
aditando, destarte, uma parte fictícia à realidade,
pois a solidão é intransferível
e defectível, se lhe falta a solitude.

Quem, pelo caminho do vau, vai solitário
ou em solitude, ou com ambas pesando em azul,
na abóbada celeste
ou verde à vista de montanhas daltônicas(daltônicas!) ,
este solitário em solitude
vai sonhando com companhia
que lhe mitigue
as agruras do caminho longo
vincado pela solitude
que não  deixa passo, rasto
e a solidão que não deixa
nem uma porção de fel
que esmaga o felá :
com sua gravidade em si,
sobre si,
maior e mais pesada
que o si de um violoncelo em concerto
ou quedo no canto aonde uma aranha
arranhou uma teia
em contraponto à melodia.
O violoncelista e o violoncelo se dobram
em sua gravidade em si,
sob o peso da sua gravidade sobre si.

Este solitário e em solitude,
que sou em som maior, mais grave,
imagina-se, portanto, em companhia de um ser ideal
( Companhia de Jesus, digamo-mo-lo!)
que não lhe ocasiona
o mal do real
que cabe de cabo a rabo em cada ser
total ou parcial na orquestra de viver
e de tocar a vida.
( A vida, que se mescla com a existência humana,
na doutrina do filósofo Sartre,
- a vida são duas orquestras
até onde fui pensar
na forma de ode
sobre a engenharia do corpo humano na fisiologia
e a anatomia construída e mantida
por essa engenharia viva.
Viva engenharia,
viva!, ainda no avô...
em idade provecta.).

Quem vai só
não vai só
pois não deixam e não querem
que alguém tenha a ousadia de ir só
pelo caminho,
pois estar só é perigoso
é um mal-estar
- para a comunidade! singela, simplória...
Então... :" Vai com Deus!",
"Deus o acompanhe"
com Champagne
- mas  vá pelo vau
com "o diabo atrás tocando viola!",
como diria minha mãe, que o disse sem tosse
ou xarope contra,
inúmeras vezes. Useira e vezeira
da ironia, que limpa a alma.

Quem vai acompanhado
leva um amigo leve
ou  Deus dos Céus
descido da cruz
ou com o diabo
por baixo, nos subterrâneos do Baixo em tom de Violoncelo:
Hades, metaforicamente falando com gravidade
de violoncelista arisco.

Para por fim ao fogo
que arde em meu peito
o que vejo à frente,
em retrato, ato de engenharia na luz,
digo que no meio de duas mulheres
estava uma criança feliz, amada,
um menino entre a avó e sua jovem tia,
minha filha e a esposa que posa,
sob os olhos do avô,
em voo com canto rascante sobre o vau...
O avô que os servia a todos
com todo o bem que é o Bem
e do que quer o Bem,
todo o Bem :
o bem-me-quer
e o bem-querer
e o bem-te-vi...
Todavia não o bem
que se amealha em bens,
que locupleta os míseros de alma,
que vicia a avareza e a cobiça
naqueles infelizes que jamais vieram a encetar
o caminho do amor
que leva à paz próspera
do outro lado das flores
que estrelam as florestas.

Um menino inteligente
está assaz anos-brisa de sua mãe,
no Cavado de Monções,
anos-caravela do anão, seu pai,
que degenera e se torna um ser bitolado,
liquidado, apenas cara e vela
- vela que nem percebe mais a vela-padrão
no aglomerado galáctico das Cefeidas,
na Constelação do Cepheus,
costela do céu imaginário
que vaga em vagalhão pelo coração do homem
- marinheiro enamorado
anos-monção-Trás-os-Ventos
que rodopiam moinhos
na cabeça de Dom Quixote:
este homem,
esse homem
e aquele homem
que corre Sancho
levando pesada pança;
que Dom Quixote somos,
qual Sancho Pança somos :
- "Ecce Homo".
"Ecce Homo" é o menino?!.
Deus no-lo deu?!
"Ecce homo!;" ouve-se ainda o dito
do governador Pôncio Pilatos
com escárnio escorrendo pela boca romana
qual peçonha de serpente
libando abaixo do Serpentário,
o qual é mais extenso que os céus.
 Não faço menção da menina
( a Virgem no-la deu à luz
privilegiando outra faceta do  espectro?!)
porque quem sabe a sabre
sobre a monção que umedece a menina
é Adélia Prado, de "Coração Disparado",
poetisa, douta e douda especialista
( douda borboleta, ó Castro Alves!)
na outra face em fase no "Ecce Homo!"
apresentado pelo governo ao povo
para que o sacrifique nas aras.
Holocausto.

O menino é mui melhor que o homem;
o homem, um menino em degenerescência irreversível.
O menino sente o mundo :
é esse o primeiro modo de pensar.
O segundo modo de pensar
deixa de sentir o universo
e passa a ler signos sem sentido,
eivados de significados
sem espaço "in natura"
mas figurados em símbolos
desenhados à mão humana
como primícias de artefatos
ainda em traços abstratos
separados do natural
mas arraigados na cultura
que se delineia paulatinamente.

O homem livre é o menino
que cria suas próprias normas
sobre as estelas de Hamurábi,
que são estelas dos homens com nome.
( Seria Nietzsche um menino em eterno retorno ao trono
e ainda impregnado da terra do paraíso :
árvore, erva, hera, arbusto e liana...
terra que dá monta à árvore, à erva, à hera...
ao homem que lá vivia
e exercia seu bom-senso :
o homem em menino?!).

dicionário dicionario onomástico onomastico filosófico filosofico científico cientifico enciclopédico enciclopedico etimológico etimologico etimologia etimo wikcioná´rio wikcionario wikdicionário wikdicionario verbete glossário glossario terminologia científica cientifica nomenclatura binomial terminologia nomenclatura taxononia raxinomia vida obra biografia pinacoteca historiografia lexic léxico lexicografia    taxonomia  " ' @ # $ % ¨& * ( ) _ + =_-